Quinta-feira, 24 de Maio de 2012

Desassossegada

... defronte da porta da entrada, desabotoou a mala , procurou as chaves no interior da sua mala e, encetou a entrada em casa.

No hall da entrada, vagarosamente, pousou as chaves, o telemóvel, a mala, passo a passo encaminhou-se para o seu leito desnudando um e, outro pé e, entrou no compartimento apenso.
Declinou o seu corpo, desabotoou a torneira, amenizou a temperatura da água. Um banho de imersão era o primor que o seu corpo e, alma desejavam. Observou os frasquinhos aromáticos que na prateleira jaziam e, de entre, todos, elegeu o seu preferido. O sais de banho de lavanda e, pimenta derramando na água quente.
Depois, defronte do espelho, soltou os seus longos cabelos louros, pegou no frasquinho minúsculo com extracto puro de caviar e, morosamente acariciou-os. Desnudou-se das vestes que revestiam a sua pele e, nua emergiu na água ao som das melodiosas melodias de “Adele” que seduziam e, requintavam os seus pensamentos. A luz, ténue, emergida das velas ambientes, sofisticadamente, trajavam o ambiente.
Estendeu-se.
Desejadamente, pegou na sua chávena e, humedeceu os seus lábios no chá de menta gelado que divergia com a temperatura que do seu corpo emanava pela água quente.
Cerrou o olhar. Pegou na sua luva de massagem, elevou uma e, outra perna e, acariciou, languidamente, o seu corpo. Elevou as mãos ao seu colo e, acariciou-o, semelhantemente. Reconheceu cada pedacinho do seu corpo, cada prega da sua pele, sabia onde começava e, terminava o prazer. O desejo, inesperado rematou-a. Abruptamente, o seu corpo desassossegou-se e, ritmadamente, acelerou-se. Sentiu as suas mãos afagando o seu corpo, elevando-a. Seu fôlego ofegante e, murmurante… A boca humedecida ... contorceu-se pelo "arrepio" abaixo do umbigo e, soltou um gemido.  

Por breves momentos, invento-te ! Por breves instantes, estives-te comigo e, eu ... contigo!

Sexta-feira, 18 de Maio de 2012

Exterior à vidraça da minha sala

... a noite era detalhamente observada e, desejada.  Noite desnuda e, enfeitiçada pela lua e, as suas estrelinhas guias ofertavam-me a serenidade, paz e, harmonia que desejava. A brisa intensa acarinhava o meu corpo e, irrequietamente entretinha-se a embaraçar os meus longos cabelos louros. Enovelada nas minhas mãos jazia a minha chávena de chá preferida possuída de chá "Principe" fumegante. De vez em quando elevava-a aos meus lábios e, por um e, outro golo degustava do líquido que dela emanava.

Tardiamente,  recolhi ao meu leito. E, o dia de hoje, vagarosamente e, dengosamente despertou sonolento  dos braços da noite adereçado pelos seus raios de sol invadindo o meu leito pelas brechas dos estores, lisonjeando o meu semblante e, estimulando o desabotoar dos meus olhos no mesmo instante em que um sorriso doce nos meus lábios presenteava. Volvi o corpo de lado e, abracei, ternamente, as minhas almofadas.

A letargia era, ainda, o trajo que o revestia.

Subitamente o telemóvel assente por cima do meu livro de leitura pousado na mesa de cabeceira despertara ao som da melodia "We Found Love" - Yellow Diamonds in the Light -. Inesperadamente e,  surpreendentemente imensas letrinhas do alfabeto invadiram o meu leito. Desassossegadas e, irrequietas. Atropelando-se veemente. Volvidos instantes, cinco, se acomodaram atrevidamente do meu lado e, desassossegaram o meu corpo e, mente.

Afundei-me por entre os lençois de coloração marfim e, ocultei o rosto numa das minhas almofadas de algodoeiro branquinho. Nesse instante, memorizei um semblante sorridente e, traquina. O aroma da sua ambição e, imaginei o odor do seu perfume.

Relembrei palavras. Lamentei outras.

Cerrei o olhar, abruptamente e, num timbre de voz imponente gritei a sua interdição.

Domingo, 13 de Maio de 2012

Há alguns anos

... atrás, abriguei religiosamente na gaveta da minha secretária uma missiva de destinatário desejado e, conhecido mas não remetido.

Há momentos, desabrochei o sobrescrito e, rememorei as palavras manuscritas que o meu coração débil e, magoado inspirou-se no abrigo do nefasto e, belo que auscultei e, senti.

Reversamente, recapitulo, neste instante, o lamento da belza que ficou por descobrir, da cumplicidade que ficou por concretizar, dos sonhos que não compatilhei e, vivi.

Minto!

Exceptuando nos meus sonhos ... Os passeios á beira mar numa praia devoluta, e, o por do sol no horizonte num qualquer final de tarde em que mergulhei na água salgada embalada pela maciez da água gelada e, acariciada pela melodia das ondas a arrebentar. Posteriormente, extenuada sentava-me na areia molhada e, cedia o meu rosto à carícia do sol que lentamente desapontava e, aportava apaixonadamente nos longos braços da noite.

E, depois?! Depois as estrelinhas delineavam no ceu com a cumplicidade da lua um nome .... e, um semblante. E, eu?! Timidamente, declinava o meu rosto e, num sussuro gritava um nome!

Hoje, esqueci-te.

Quero, semelhantemente, que te esqueças de mim, por favor .

Sábado, 5 de Maio de 2012

Neste dia

... no Ballet de Palavras o pano, lentamente e, vagarosamente ergue-se pelo brilho da cerimónia que encerra harmonizado na lembrança do aniversário de uma vida docemente e, ternamente especial.

A sua Vitor L.

Na plateia, comodamente, sentada, e, emocionada uma mulher felicita-o ofertando-lhe um bouquet de malmequeres coloridos, aroma perfumado, enovelado por um delicado papel translúcido, adornado por um distinto e, longo laço. Na extremidade do adorno dedicado, um envelope minúsculo. Na sua cláusula um papelinho manuscrito por palavras trajadas e, desejadas.

"Que o seu dia tenha sido, e, a noite o seja na intimidade dos que lhe são próximos, desejados e, amados ternamente memorável.

Feliz Aniversário Vitor.
Ana"

Um laço (abraço) carinhoso e, um beijinho terno selam o sobrescrito ofertado.

Pela pontinha dos meus dedos


Delino
 Pincelo
Pinto

Coloro
e
Retrato
Caracteres
Que componho em letras 
Soletrando palavras
Ousadas, destemidas
Arrojadas

Com o toque
Tacteio
Alinho
  Usufruo
 Desfruto
Desejo

Minto.

Interdito!


  

Segunda-feira, 30 de Abril de 2012

Gosto

... quando, inesperadamente e, surpreendentemente invades-me e, languidamente, sinto-te chegar.

Sentindo o aroma da tua fragrância, o odor do teu perfume entorpecendo os meus sentidos inquietos, e, desabotoando, vagarosamente, o meu corpo afatigado e, desinquieto.

Indolente. Sinto-te. Cerro o olhar. Aconhego-me e, enovelo-me nos teus braços. Gemo e, deleito-me com a tua presença. Num sossego amado e, desejado. Nas carícias e, afagos apetecidos.

A minha alma anseia-te e, o meu corpo suplica-te. O meu ritmo cardiaco desacelera-se. A minha voz silencia-se. A ti entrego-me sem receios.

Sentes?!

Sentes o meu prazer?! A minha alma possuída ?! O meu corpo desnudo ?!

Serenidade ?! Por favor, permanece comigo ...

... não vás embora !
 
Eu, suplico-te!

Sexta-feira, 27 de Abril de 2012

O dia de anteontem


... despertou com a tua lembrança do meu lado e, o trajo irrequieto foi o adereço acomodado.

O dia permaneceu escoltado pela lembrança do teu semblante, o odor da tua fragrância, o timbre da tua voz doce e, inesquecível.

Ao longo do dia despertou sorrisos travessos e, desejados no meu rosto e, um aceleramente cardíaco  no orgão vermelhinho e, pequenino aconchegado no lado esquerdo do meu peito. - o coração -.

Cedo. Cedissimo. Recolhi ao meu leito. Silenciosamente, sentei-me, comodamente, defronte do meu tocador. Elevei o meu rosto e, observei o meu semblante. Desviei o olhar e, peguei, um a um, pedacinhos de algodoeiro branquinhos embebidos em tónico desmaquilhante e, desnudei ternamente as pinturas que retratavam o meu semblante. Declinei o olhar e, observei a minha escova de pega cinzenta que tranquilamente repousava no lado direito e, ansiei o momento ... avassalei-a e, escovei demoradamente os meus cabelos louros e, rebeldes. Depois, despi-me dos adornos que revestiam as minhas mãos e, clausulei-os em pequeníssimas gavetinhas minúsculas onde a placidez se abotoa por tempo indeterminado até ao desabotoar do instante novo e, desejado.

Seguidamente, desabotoei a gaveta do lado esquerdo, peguei na minha caneta dourada, no meu "moleskine" de coloração preta e, manuscrevi caracteres que se enovelaram em palavras, e, palavras que se amaram em frases no meu desejo singelo para ti.

"Há semelhança dos anos anteriores, não! Não J.M. não esqueci-me de ti.
Em pensamento, oferto-te um "trevo" de quatro folhas. Raro, uno e, especial.
Em cada uma das quatro folhas traço os meus desejos desnudados por sinceros sentimentos: Felicidade e, Amor. Nas restantes J.M. e, em cada uma delas a palavra "Feliz" e "Aniversário". A saudade sela o trevo ofertado.
Um terno, doce e, meigo beijinho J.M. de mim para ti.
Ana"

Desabotoei a gaveta e, enclausurei o moleskine. Elevei o rosto, observei no espelho um sorriso tímido, terno e, meigo estimulado pela tua doce lembrança presente em mim.

Desnudei o meu roupão, e, encaminhei-me para o meu leito. Dissemelhante de outras noites a tua presença foi o trajo que revestiu o meu corpo e, mente.

Sábado, 21 de Abril de 2012

Existem



... Homens possuídos de fragâncias e, aromas dissemelhantes. Semelhantes a flores multifacetadas detentores de beleza e, ou feiura. Unos e, pessoais.

Por vezes, são "Rosa" de tonalidade vermelha exsudando amor, sedução, e, paixão. Trajados de tessitura aprimorada, e, sofisticada são possuídos por uma alma apaixonada e, corpo enamorado. Intensos e, veementes extasiam a mente e, os corpos unem-se ardentemente e, voluptuosamente. Um encantamento.

Outras vezes, são "Orquídea" de coloração suave fruídos de uma formosura inexplicável e, desejada. A sua pele se traja de fragilidade, carinho e, ternura. Sentimentos que amo e, admiro.

Às vezes, são "Malmequeres" de coloração branquinha. O seu trajo é doce e, aprazível. Amigo, compreensivo e, carinhoso. Os seus gestos, palavras e, ações  de textura macia e, delicada trajam requintadamente a minha alma quando se desnuda sombria e, fria. O meu agradecimento é infinito e, inesgotável.

Depois, os que não possuem coloração, isentos de aroma e, perfume. Nefastos de sentimentos, ocos e, devolutos de emoção são reles "Ervas Daninhas" que ensombram-me o lado esquerdo do peito - o coração -. Ruins, cruéis, maléficos, egoistas e, enganosos. Temorizam e, aterrorizam o meu pensamento, o meu corpo treme e, o meu estado de alma dolosamente se altera.

E, finalmente, os "Trevos".

Os "Trevos" de quatro folhas, incomuns e, raros. Os que permitem o sonho, a fantasia, a ambição e, o desejo mas que são escassos de encontrar ... Ou não?!

Quinta-feira, 19 de Abril de 2012

Sinto-me

Embaraçada quando reinventas-me e, desassossegadamente no teu pensamento submeto-me.

Confesso-me. Na minha fantasia assemelho-te a um vulto sem rosto sempre que sinto-te chegar, vagarosamente.

Fantasio a fragância do teu perfume, nefastamente, aromatizado, acomodado, deleitosamente e, confortavelmente do meu lado. Nesse instante, antevejo um toque. Semelhante a uma mão robusta no meu ombro desacautelado e, o meu corpo trémulo desnuda-se perante teu olhar.

Sinto-me nua.

Inesperadamente, invento-te e, imagino que elevas a tua mão ao meu queixo. Elevo o rosto e, o meu olhar, inquieto e, temeroso recai sobre o teu arrogantemente seguro. Insegura e, triste declino-o. Escuto o teu timbre de voz elevado por palavras que sei de côr. Cumulativamente e, atrevidamente, sorris. Abruptamente as minhas palavras enovelam-se, atropelam-se e, confusamente cativas transformam-se debilmente em reféns.

Indolente ...

Declino o semblante, cerro os olhos, acasalo as mãos, elevo os meus dedos trémulos á celsitude dos meus lábios e, suplico, rogo que vás embora.

Tu! O receio ... elevas a voz e, permaneces dolosamente do meu lado. Ignorando a minha ansiedade e, despedaçando o meu desejo secreto.

Questiono-te ... até quando?!

Sábado, 14 de Abril de 2012

Sempre amei o silêncio, hoje, com o passar dos anos, amo, muito mais

É no silêncio que as minhas memórias se fazem presentes de instantes vividos, desejos, secretos e, tímidos por advir. No seu aconchego – silêncio - entrego-me deleitosamente e, agasalho-me.

Escutando o toque melodioso do meu coração, o estremecimento do meu corpo, e, a mansidão dos meus pensamentos.

Sonho.
 
Na fortaleza da minha fantasia, existe uma torre esguia, virada para norte onde grandiosas sentinelas armadas fazem turnos e, vigiam-me.

Irrequieta e, travessa, por vezes, distraio-as.
Alforriada, pego nas asas da minha imaginação e, movo-me. Vagueio no altar da minha fantasia, contemplo o momento enovelada no manto das estrelas que a noite gentilmente oferta-me, deixo que a brisa afague os meus longos cabelos loiros enquanto observo no escuro o ressurgimento dela – a lua .

Com ela ... a noite se faz desejada e, amada. Afagando o seu convite voo sobre a planura. Os meus pensamentos, o meu corpo libertam-se no instante em que sopro da brisa lhe dá a vida.

Quando retorno, enxergo que é no silêncio e, no surrurro que liberto os meus receios, fortaleço os meus desejos e, amenamente encontro-me.

Segunda-feira, 9 de Abril de 2012

Se tu fosses ?!


Um instrumento musical. Decerto um piano.

Ecoarias doces melodias pelas caricias dos meus toques apetecidos e, delicados. Pausados e, ininterruptos. A magia entrelaçada pela pontinha dos dedos das minhas mãos no encantamento de ternas carícias sentidas e, desejadas.

Vagarosamente e, prolongadamente ...
No âmago duas almas perfeitas. Carícias florescendo, o deleite desabrochando, a doçura derramando, ecoando em requintada sintonia e, redobrando-se em extensos prazeres unos e, inolvidáveis.

Avera molta difficoltà



Esprimere mio sentimento di gratitudine, per Dio avere posto al mio cammino ...
Tu !
Una persona per bene, è una brava persona.

Ricevere un bacio

Sábado, 7 de Abril de 2012

Despertou

... do seu leito, abruptamente. Pés desnudos, trajada pelo seu robe de cetim violeta e, carmim. Caminhou, silenciosamente e, vagarosamente para a sala. Próxima observou surpreendemente a noite escura, sombria, a chuva intensa que deslizava pela vidraça fortemente e, arrebatadoramente. O vento agreste, rasgando e, dilacerando violentamente as árvores que no seu encontro se apegavam para velozmente se desapegarem assemelhando-se a um, voluptuoso, bailado arrebatando o seu olhar.

Um sorriso, rasgado, desenhou-se no seu semblante deixando antever a covinha esquerdina esboçada na sua face fria. Observava, nesse instante, o tempo agreste. O seu preferido.

Por momentos. Não! Longos momentos, vasculhou, desesperadamente, nos traçados da vidraça pelas palavras devolutas na dormência do seu sentimento. Braços estendidos, e, abertos elevou a mão á altura do seu rosto e, acariciou-a levemente. Declinou o rosto, e, encostou-o à vidraça. Sentiu-a gélida e, fria. Contemplando-a desenhou no pranto da chuva que escorria, languidamente, pela rua pequenas centelhas da sua viviência.

Sentou-se no sofá da sala, estendeu o seu corpo sonolento e, alma dormente. De lado, pernas contraídas, deitou a cabeça numa das almofadas, aprisionou outra, e, abraçou-a desesperadamente semelhnate a um nó apertado -  dissemelhante de um laço delicado - e, trajou o seu corpo com a manta de textura atormentada que lhe tolerasse o desejo de que o velho relógio adianta-se os minutos e, acelera-se as horas ...

Exausta, sem bússula. Perdeu o norte. Enleou-se no passado, no presente e, no futuro que desejava ardentemente.

Cerrou o olhar, elevou as mãos ao rosto. Sem norte os dedos paralisaram na apatia do momento que usufruía.

Sei que a quietude costumava vir depois de uma chuva prolongada!

Esperarei ...

Quarta-feira, 4 de Abril de 2012

Não me esqueci de ti …

Recordo-te. Observo-te, silenciosamente e, prolongadamente.
Desassossegada e, intranquila espero o instante. O momento em que pelas minhas mãos finas, cuidadas, tateiem o instante em que pela pontinha dos meus dedos ornamentados desnudem, imprimem, e, tatuem os meus desejos e, receios.
Neste momento as minhas palavras escasseiam. Frágeis e, débeis, caladamente, se quebram. Descoloridas e, sem palato reduzem-se a pequeníssimos mutismos abrigados no aconchego do vazio que sinto no lado esquerdo do meu peito.
Por isso observo-te (tela), silenciosamente. Branca, brilhante, nua, crua, gélida e, fria.
Mas, não! Não esqueci de ti!
Retorno (Ballet de Palavras) quando os caracteres docemente, meigamente acarinharem as palavras, e, as palavras se enovelarem ardentemente em frases luxuosamente requintadas, retrantando sonhos, reinventando fantasias e, em extase quimeras amarem-se apaixonadamente em mim.

Sexta-feira, 30 de Março de 2012

Distanciadamente …

Minto.
Proximamente e, assíduamente.
Sinto-te chegar, vagarosa e, silenciosa. Graciosa, usufruis de um estado irrequieto, irreverente e, impaciente.
Nesse instante, sinto o odor da tua presença e, o perfume da tua eloquência.  
 
Inesperadamente, sinto-me avassalada. O meu corpo estremece, a minha mente desassossega-se perante a tua intensa presença. Subitamente, cruzo os braços á altura do meu peito, semelhante a um laço carinhoso no desejo de um aconchego e, um carinho declinando o meu rosto, cerrando os meus lábios, e, albergando murmúrios. Depois, elevo a mão direita ao meu semblante,  afago o cabelo, precipitadamente, e, desgovernadamente, embaraçando, os meus cabelos longos possuída pelos meus pensamentos, desordenados, assemelhando-se a vulcões  em intensas erupções. Palavras, acções e, gestos são lavas incandescentes que incendeiam, semelhantemente, o lado esquerdo do meu peito –o coração -.
Não te quero mais do meu lado!
Desejo que te distancies de mim. Percas o teu sorriso irónico, a tua posse petulante, a certeza que consegues persuadir-me e, que te esqueças de mim!
Concedes-me essa gentileza?! Tentação ruim ...

Domingo, 25 de Março de 2012

Ele veio

… ruidoso e, abrupto. Entrou impetuoso, sombrio e, gelado. Arrepiou a minha pele e, imprimiu nefastamente e, profundamente a minha alma. Confundiu os meus sentidos delicados. Sem data e, hora de abalada sentou-se defronte de mim. Observou detalhamente e, longamente o meu corpo tremente, o meu rosto temeroso e, zombou do meu olhar atemorizado.

Declinei o rosto, receosa, por breves instantes. Depois elevei-o, vagarosa, temerosa e, olhei-o de frente. Sussurrante implorei para ir embora. Ele balançou o seu rosto, gargalhou, desdenhou um sorriso cruel, maquiavélico, e, gritou que não.

Permaneceu sem compaixão e, caridade por longos momentos. Cerrei o olhar triste e, desolada.
Suspirei, revoltada, e,  sumptuosa repliquei por palavras desnudas, cruas que não era desejado e, que não desejava a prisão dourada sem grades, sem correntes e, sem algemas em que os fios invisíveis impedem-me os movimentos físicos e, castram os meus pensamentos, e, sonhos livres.
Num ímpeto, obriguei-o a recuar. Poderosa tomei o seu lugar quando a minha timida coragem avassalou-o. De rastos a meus pés o medo retrocedeu e, a audácia engrandeceu-se.

Exausta, declinei o meu corpo no meu leito e, lacrimejei silenciosamente. No desejo de aconchego e, agasalho peguei, delicadamente, a minha manta axadrezada e, cobri o meu corpo nu, frio e, a minha mente dolosa e, débil.

Não me recordo por quanto tempo ...