Pés desnudos
... trajada pelo seu robe de cetim violeta, e, carmim caminhou silenciosamente e, vagarosamente do seu leito até à sala. Próxima, observou a noite escura, sombria e, a chuva intensa que escorria pela vidraça fortemente. O vento agreste rasgando e, dilacerando violentamente as árvores que no seu encontro se apegavam para velozmente se desapegarem assemelhando-se a um voluptuoso bailado arrebatando nesse instante o seu olhar para intenso e apaixonado. Um sorriso rasgado desenhou-se nos seus lábios - deixando antever no seu semblante a covinha esquerdista esboçada na sua face fria -. Observava, silenciosamente, o seu tempo preferido. Por momentos. Não ?! Longos momentos, vasculhou, desesperadamente, nos traçados da vidraça, na nostalgia da noite escura pelas palavras devolutas na dormência da sua inspiração. Braços estendidos e, abertos elevou as mãos à altura do seu rosto e, acariciou-o, levemente. Depois, declinou o rosto, encostou-o à v...




























